
por Luís César Padilha
.
por Marcelo Souza
Quando somos crianças, exercitamos nosso hábito questionador, alimentamos um bichinho dentro de nós que é insaciável chamado curiosidade. Com o passar dos anos, vamos ganhando capacidade de responder perguntas com maior rigor, mas vamos perdendo a capacidade de fazer perguntas, e o bicho da curiosidade geralmente, quando não morre de fome, é subnutrido com ração de conformismos.
Heinrich Olbers, um astrônomo alemão do século XIX, entrou para a história da astronomia com uma pergunta de criança... Por que, à noite, o céu é escuro? Naquela época pensava-se em um universo estático e com infinitas estrelas distribuídas uniformemente sobre o cosmos.
Então a questão é:
A luz apresenta a característica de que cada vez que a distância entre uma fonte de luz e o observador aumenta um certo valor, a intensidade da luz diminui com o quadrado desse valor que a distância aumentou. Também podemos imaginar que se uma camada de estrelas (como uma casca de cebola) situadas a uma determinada distância da terra, o número de estrelas dessa “casca” deveria ser proporcional à área superficial de uma esfera, cujo raio seria a distância entre a terra e esse conjunto de estrelas. Estes dois efeitos se compensariam, o que resultaria em um céu totalmente coberto por estrelas. Ou seja a quantidade de luz que deveria chegar à Terra seria tanto proporcional ao quadrado da distância entre a terra e as estrelas, fontes dessa luz, como inversamente proporcional ao quadrado dessa mesma distância. E, assim, para um universo infinito, o céu seria infinitamente brilhante."
Desde que essa questão foi colocada, ela ocupa os devaneios de astrônomos e filósofos, poetas, curiosos etc. Mas a solução do paradoxo de Olbers, bem como a resposta para alguns outros questionamentos cosmológicos, foi dada pela teoria do BIG BANG. Nesse caso especificamente existem duas questões que devem ser consideradas, a primeira é que o universo tem uma idade limitada, ou seja só a luz de uma quantidade limitada de estrelas teve tempo de nos alcançar, a outra questão é que o universo está em expansão o que promove efeito Doppler na luz (característica observada quando ondas emitidas ou por um objeto que está em movimento com elação ao observador), o que diminuiria seu brilho.
.
por Luís César Padilha
Vendaval dissipa quando cansa.
As alvenarias descansam escombros. As águas parecem as lágrimas de tudo. Aço e concreto descasam e constroem outra paisagem que erige estranha. Humanos sentem que deveria ser diferente. Aquele frio passageiro parece interminável. Aquela dor momentânea parece mutilar. As vozes lamentam, correm pelos ecos indignados. Ninguém perguntou as verdades. As fraquezas derrubam as edificações.
Maria Clara menina, na esquina, sorri.
Vendaval dissipa quando cansa.
.