
por Luís César Padilha
Não basta que a luz esteja distante, ela busca outra direção. Revela os medos. O gelo passeia pelo corpo. As coisas passam. As decisões ameaçam... as vontades... as verdades.
As imagens incertas são descuidos da fraqueza. Não vejo a Baía de Todos os Santos dali daquele convento. Nem posso procurar pinguins do solar. Contar estrelas cadentes. A lua que foi o presente.
Luz pede palavras. Virá quando houver raios que expulsem a dor. Chegue como se fosse a próxima chance de sair daqui dessa explosão de lágrimas. Luz, entenda seu itinerário.
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